12 de junho de 2017

Puff, foi-se a magia!

Precisava escrever. Precisava de pôr em palavras o quanto perdida - por vezes- me sinto. Passei para aí 17 anos da minha vida enfiada na escola a entupir a mente com teoria - obrigatória, para ter um futuro de sucesso. Estou à 1 ano, vá, na parte prática da coisa e sinceramente, era bom que revissem os conteúdos escolares porque sinto-me bastante sem chão com o muito que aprendi. 
5 anos de mestrado, meus senhores. 5 anos a queimar pestana para chegar ao terreno e entender que do papel à realidade vão anos-luz de distância. Melhor: anos de estudo sobre como o supremo interesse da criança está em primeiro lugar para hoje assistir a situações de violência verbal e física em meio escolar. E não, não falo de chapadas entre colegas. Falo de insultos, gritos, comparações, humilhações, e - alguma - atitude física mais agreste para com miúdos. Miúdos! Miúdos que estão em processo de formação de personalidade e que aprendem/modelam o seu comportamento por aquele que vêem ou que lhes é sentido. Podem vir com as desculpas do "ele é insuportável", "ele não tem educação". É verdade, sim. Há miúdos sem qualquer base educativa familiar, há miúdos sem escrúpulos e com uma capacidade de nos tirar do sério fenomenal, mas, meus senhores, de nada vale colocar faixas nas escolas com letras grandes DIA DA NÃO VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS, se a própria acontece lá. Ainda que fechada a sete chaves para ninguém saber, para ninguém ver. 
O sistema precisa de mudar. Precisa-se de mais amor no ensino e menos teoria. 
Este desabafo não é contra escolas nem a favor de pais desconfiados. Este desabafo é de preocupação. Por que um dia posso vir a ser mãe e, honestamente, preocupa-me onde colocarei o meu filho assegurando a sua liberdade de pensamento e de crescimento.

26 de maio de 2017

Fragilidades fortes

Gosto de ter plena consciência das minhas fragilidades. Tornam-me tão mais humana. Não crescemos só dos aniversários em que apagamos velas em bolos-queques bonitos. Crescemos quando nos apercebemos que somos mais quando respeitamos os nossos menos. E atenção, não são “os nossos menos” algo desfavorável em nós, muito menos algo que nos tire grandiosidade. Acrescenta-a. Transporta-nos para um estatuto de humanidade superior. Quando isso acontece? Quando aceitas que:
- choras ao ver um romance;
- tendes a ser lamechas nos dias em que a TPM se exalta; 
- gritas alto e sentes-te inflamar em chama quando vês injustiças no teu trabalho; 
- procrastinas desde pequena e o esforço para melhorar merece ser valorizado; 
- comes chocolates e porcarias às escondidas da política alimentar que defendes; 
- tens problemas intestinais à conta deste guilty pleasure; 
- preferes mil vezes ficar a hibernar no sofá do que a curtir a noite com recurso a algo liquido ou cheirável; 
- tens ataques de ansiedade quando tomas conhecimento que alguém querido para ti está doente; 
- valorizas que o teu namorado te ofereça uma mesa de cabeceira só porque estás com falta de gavetas no apartamento dele; 
- bifana é melhor que tapioca; 
- tens um pneu Michelin mas também não tens vontade de o mandar embora; 
- o teu medo de mudança é não-sei-quantas-vezes ultrapassado pelo medo de nunca mudar;
- devias de ter mais tempo de qualidade com a tua família (animais incluídos);
- há dias em que nem apetece abrir o olho;
- por mais que ames o teu trabalho vai ser haver dias em que não te apetece ir fazê-lo;
- és humana. Estás feliz. Estás triste. Tem dias que sentes as duas coisas ao mesmo tempo. 

Mas és tão melhor quando aceitas o que és do que quando lutas para escondê-lo.

23 de maio de 2017

stop aos robô

Ritalina/Rubifen são (...)medicamentos psicotrópicos administrados a crianças e jovens, cujos efeitos na saúde mental a longo prazo são desconhecidos(...)”!
"(...) é especialmente difícil estabelecer o diagnóstico da PHDA em crianças de idade igual ou inferior a 5 ou 6 anos, porque o seu comportamento característico natural é muito mais variável que nas crianças mais velhas e pode incluir características que são semelhantes aos sintomas(...)”
PAN propõe "(...)que privilegiem a “intervenção psicológica em detrimento da farmacológica como primeira linha de tratamento”!

daqui: Com Regras - Blog

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