26 de maio de 2017

Fragilidades fortes

Gosto de ter plena consciência das minhas fragilidades. Tornam-me tão mais humana. Não crescemos só dos aniversários em que apagamos velas em bolos-queques bonitos. Crescemos quando nos apercebemos que somos mais quando respeitamos os nossos menos. E atenção, não são “os nossos menos” algo desfavorável em nós, muito menos algo que nos tire grandiosidade. Acrescenta-a. Transporta-nos para um estatuto de humanidade superior. Quando isso acontece? Quando aceitas que:
- choras ao ver um romance;
- tendes a ser lamechas nos dias em que a TPM se exalta; 
- gritas alto e sentes-te inflamar em chama quando vês injustiças no teu trabalho; 
- procrastinas desde pequena e o esforço para melhorar merece ser valorizado; 
- comes chocolates e porcarias às escondidas da política alimentar que defendes; 
- tens problemas intestinais à conta deste guilty pleasure; 
- preferes mil vezes ficar a hibernar no sofá do que a curtir a noite com recurso a algo liquido ou cheirável; 
- tens ataques de ansiedade quando tomas conhecimento que alguém querido para ti está doente; 
- valorizas que o teu namorado te ofereça uma mesa de cabeceira só porque estás com falta de gavetas no apartamento dele; 
- bifana é melhor que tapioca; 
- tens um pneu Michelin mas também não tens vontade de o mandar embora; 
- o teu medo de mudança é não-sei-quantas-vezes ultrapassado pelo medo de nunca mudar;
- devias de ter mais tempo de qualidade com a tua família (animais incluídos);
- há dias em que nem apetece abrir o olho;
- por mais que ames o teu trabalho vai ser haver dias em que não te apetece ir fazê-lo;
- és humana. Estás feliz. Estás triste. Tem dias que sentes as duas coisas ao mesmo tempo. 

Mas és tão melhor quando aceitas o que és do que quando lutas para escondê-lo.

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